sábado, 27 de fevereiro de 2016

Jogaços na Europa League

Imagem extraída de www.facebook.com/uefaeuropaleague



Muita gente não costuma dar bola para a Europa League (ou "Liga Europa"), que equivale à nossa Copa Sulamericana.

O glamour da Champions League quase sempre relega a Europa League a um papel secundário. Aliás, muitos dos participantes da Liga Europa são equipes que foram eliminadas da Liga dos Campeões.

A atual temporada, porém, reservou muitas boas surpresas na competição. Muitos grandes times estão participando da Europa League e deverão garantir grandes partidas.

Melhor ainda: haverá encontros entre equipes de um mesmo país e a rivalidade deve tornar os confrontos ainda mais emocionantes.

Vamos a uma breve análise dos confrontos?



SHAKTAR DONETSK (Ucrânia) X ANDERLECHT (Bélgica)- é fato que o futebol belga cresceu muito nos últimos anos, mas os ucranianos, mesmo enfrentando uma crise, têm mais time que o Anderlecht.

Jogo de Volta- Stade Constant Vanden Stock (Bélgica)

Palpite- Shaktar Donetsk



BASEL (Suíça) X SEVILLA (Espanha)- os atuais campeões da Europa League enfrentarão o Basel, que possui alguns bons jogadores em seu plantel. Mesmo tendo perdido tantos jogadores importantes, os Nervionenses ainda têm mais time e mais tradição na competição que os suíços.

Jogo de Volta- Estadio Ramón Sánchez Pizjuán (Espanha)

Palpite- Sevilla



VILLARREAL (Espanha) X BAYER LEVERKUSEN (Alemanha)- o favoritismo aqui vai todo para os alemães, que possuem mais elenco que os espanhóis.

Jogo de Volta- Bay Arena (Alemanha)

Palpite- Bayer Leverkusen



ATHLETIC BILBAO (Espanha) X  VALENCIA (Espanha)- duelo entre duas equipes espanholas. Os valencianos têm mais elenco do que os bascos, mas a equipe de Bilbao tem muito potencial para surpreender, principalmente em jogos de mata-mata.

Jogo de Volta- Mestalla (Valência, Espanha)

Palpite- Athletic Bilbao



LIVERPOOL (Inglaterra) X MANCHESTER UNITED (Inglaterra)- pela primeira vez, o maior clássico da Inglaterra será realizado em uma competição europeia. Ambos os times vivem momentos de instabilidade e apresentam desempenhos parecidos na Premier League. Fica até difícil arriscar um palpite, afinal o Manchester United tem muito mais elenco que o Liverpool, mas a equipe da terra dos Beatles parece melhor montada e entrosada. Será um jogo definido nos detalhes.

Jogo de Volta- Old Trafford (Manchester, Inglaterra)

Palpite- Manchester United



SPARTA PRAHA (República Checa) X Lazio (Itália)- única representante da Itália, a Lazio tem à sua frente um adversário acessível nas oitavas-de-final. Com menos elenco e tradição em competições internacionais, o Sparta Praha é zebra neste confronto.

Jogo de Volta- Stadio Olimpico (Itália)

Palpite- Lazio



BORUSSIA DORTMUND (Alemanha) X TOTTENHAM (Inglaterra)- este duelo também promete muitas emoções, afinal são duas equipes que vivem bons momentos em suas respectivas ligas nacionais e ambas têm bons elencos à disposição. Outro jogo sem favorito e que deve ser decidido em pequenos detalhes.

Jogo de Volta- White Hart Lane (Inglaterra)

Palpite- Borussia Dortmund



FENERBAHÇE (Turquia) X BRAGA (Portugal)- a surpreendente equipe do Braga faz boa temporada em 2015-16, mas tem menos elenco e tradição na competição que os turcos.

Jogo de Volta- Estádio Municipal de Braga (Portugal)

Palpite- Fenerbahçe


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Negócio da China

Imagem extraída do Facebook oficial do Santos- www.facebook.com/santosfc



A semana do Peixe foi agitada por uma proposta feita ao atacante Ricardo Oliveira. O atacante foi sondado pelo Beijing Guoan, clube chinês que já tirou Ralf e Renato Augusto do Corinthians neste começo de 2016.

O jogador, segundo algumas matérias, mostrou-se inclinado a aceitar os cerca de R$ 1 milhão mensais dos chineses e sequer foi relacionado para a partida de ontem contra o Mogi Mirim. O Santos, porém, faz jogo duro para liberar o atleta e exige, ao menos, uma compensação financeira para ceder o artilheiro do último Brasileirão.

O futebol chinês ficou em voga recentemente por ter causado um desmanche no elenco do Corinthians no começo deste ano. Jadson, Gil, Ralf e Renato Augusto deixaram o Parque São Jorge e rumaram para a Ásia, atraídos pelas milionárias ofertas salariais dos chineses. Luís Fabiano (ex-São Paulo) e Geuvânio (ex-Santos) também saíram do Brasil com destino à China.

Os chineses têm investido pesado no futebol com incentivos do governo local. Empresas e magnatas têm injetado dinheiro no esporte com o objetivo de promover e engrandecer a modalidade no país.

O futebol chinês ainda é um mercado considerado emergente, assim como no Oriente Médio, Índia, Estados Unidos e Austrália. A liga desses países ainda está se popularizando e levará algum tempo para que se torne competitiva.

Seus times buscam melhorar o nível técnico local e também sua popularidade buscando atletas de renome. Como dinheiro não é problema para os investidores, eles oferecem salários polpudos aos jogadores. Isto explica porque até mesmo jogadores que estavam na Europa, como Gervinho, Ramires e Lavezzi trocaram o Velho Continente pela Ásia.



Imagem extraída do Facebook oficial do Santos- www.facebook.com/santosfc



A questão é que maior parte dos jogadores opta por jogar na China por questões meramente financeiras. E não é errado pensar desta forma, como eu constantemente explico aqui. Profissionalmente, o atleta tem todo o direito de aceitar ofertas que sejam financeiramente vantajosas.

O ponto de vista técnico, contudo, deveria ter peso na escolha dos atletas. Como escrevi anteriormente, a China ainda é uma liga emergente e o futebol ainda está engatinhando por lá. Isto ficou muito evidente quando o Tianjin Quanjian, equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, foi facilmente derrotada pelo Bragantino em amistoso realizado em janeiro.

Tal argumento explica porque o país tem sido tão procurado por atletas acima de 34 anos. Como o nível dos campeonatos ainda não muito competitivo, jogadores ainda podem fazer muita diferença nos gramados  mesmo que não estejam mais no auge de suas condições físicas. E ainda podem fazer um último grande contrato para suas carreiras.

Jogadores muito jovens ou que ainda estejam no auge de suas carreiras deveriam, portanto, considerar o aspecto técnico das ligas locais antes de abraçarem os milhões de dólares mensais que receberão. Lugares como a China, Estados Unidos e Oriente Médio ainda não oferecem muitos desafios para que jogadores aprimorem suas aptidões em campo.

Estes países, certamente, conseguirão chegar ao nível técnico das ligas europeias algum dia e, quem sabe, consigam competir em glamour com a Champions League. Os investimentos que os governantes e empresários locais vão gerar frutos no futuro. O momento, contudo, ainda não é agora.

Atletas trintões como Ricardo Oliveira, por outro lado, têm toda a razão de aceitarem propostas como as da China. Eles sabem que nessa faixa de idade dificilmente teriam como receber salários tão altos. Além disso, eles teriam muita vivência e experiência para transmitir aos esforçados chineses, o que engrandeceria, e muito, o futebol local a longo prazo.

Apesar disso, não posso deixar de aplaudir a atitude dos dirigentes santistas ao resistirem às investidas dos asiáticos. Os cartolas sabem da importância de Ricardo Oliveira para o time e sabem o quanto ele ainda faz a diferença em campo, apesar de estar com 35 anos.

O Santos, como se sabe, passa por um momento econômico delicado, mas os dirigentes estão enxergando algo mais do que meramente o lucro financeiro ao lutarem pela permanência do atacante. A venda de Geuvânio, que estava na condição de reserva do time, serviu para trazer algum alívio financeiro e, possivelmente, manter as outras estrelas no elenco. Dessa forma, a equipe se mantem competitiva e entrosada para a busca de novos títulos em 2016.



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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ídolos Não Tão Eternos Assim

Imagem extraída de www.facebook.com/MarcosGoleiro12



O ex-goleiro Marcos, recentemente, concedeu uma entrevista ao jornalista Cosme Rímoli, da Record. O Santo declarou não ter vontade alguma de voltar ao Palmeiras, clube pelo qual dedicou toda a sua carreira profissional.

Marcos afirmou que um eventual fracasso, seja como treinador ou como dirigente, poderia manchar sua história do Palmeiras. E ainda citou o colega Rogério Ceni, que também se aposentou recentemente, afirmando que o ex-goleiro do São Paulo provavelmente sentia o mesmo temor com relação ao Tricolor.

Rogério, há dez anos atrás quando ganhou sua última Libertadores, não descartava se tornar cartola ou mesmo presidente do São Paulo. Hoje, contudo, o Mito trata do assunto com mais cautela como ficou evidente nas entrevistas que concedera após a festa de sua despedida dos gramados.

Os temores de Marcos e Rogério têm fundamentos, sobretudo aqui no Brasil. Quantos ídolos voltaram aos seus respectivos clubes de coração após pendurarem as chuteiras e terminaram criticados sem dó ou piedade?

Paulo Roberto Falcão no Inter, Leão no Palmeiras e Renato Gaúcho no Grêmio foram ídolos em seus respectivos clubes enquanto eram jogadores. Os três, anos mais tarde, voltaram aos seus respectivos times como treinadores mas não tiveram êxito e foram demitidos ao primeiro sinal de crise.



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Eu, contudo, lembrei-me do Barcelona e de alguns de seus treinadores mais bem-sucedidos à frente do clube. O Mestre Johan Cruyff, Josep Guardiola e Luis Enrique não apenas foram treinadores que conquistaram a Champions League à frente do Barça, como também haviam sido ídolos no clube catalão.

Cruyff, Guardiola e Lucho, muito provavelmente, não tiveram os temores de Marcos. Nenhum deles, aparentemente, titubeou quando foram convidados a dirigir um dos maiores times do mundo. É fato que o Barcelona tem muito mais recursos financeiro e elenco que os clubes brasileiros, mas a responsabilidade no banco de reservas é a mesma.

A cultura brasileira no esporte é sempre por imediatismos e resultados a curto prazo. Quando o time não engrena nas três primeiras partidas após uma mudança, os torcedores já começam a questionar a equipe ou o treinador e os dirigentes já começam a pressionar o grupo com medo que alguma crise respingue em seus mandatos.

Na Europa, obviamente, também há pressão por resultados, mas a cultura local faz com que torcedores e dirigentes sejam um pouco mais tolerantes nos momentos de oscilação dos times. Tanto é verdade que há treinadores extremamente longevos à frente de seus respectivos times. Basta lembrarmos de Arséne Wenger e de Sir Alex Ferguson, ambos conhecidos pelos seus intermináveis comandos.

Antigos ídolos, da mesma forma, sentem-se encorajados a retornarem aos seus clube e continuar a história que escreveram enquanto eram jogadores. Thierry Henry, por exemplo, já declarou que deseja retornar ao Arsenal, desta vez no banco de reservas. E Zinedine Zidane aceitou de bom grado assumir um Real Madrid em "crise".

Compreendo perfeitamente os temores de Marcos, mas gostaria muito que ele, Rogério e qualquer outro ídolo retornassem aos seus respectivos clubes e continuassem suas respectivas histórias por lá.

Nada poderia manchar o legado que cada um deles deixou em seus respectivos times exceto, é claro, os imediatismos injustificados de alguns que fazem mais barulho.



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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os Três Trabalhos de Dunga

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2016 será o ano de Dunga, mas não se sabe se isto será para melhor ou para pior.

O treinador da Seleção Brasileira terá três desafios e superá-los será fundamental para que o técnico gaúcho permaneça no cargo.

A estabilidade do ex-volante começou a ruir com o fracasso na Copa América de 2015, quando o Brasil jogou um futebol fraco e foi eliminado, de novo, para o Paraguai nas quartas-de-final. Isto fez com que a mídia e os torcedores se voltassem contra o técnico.

A situação de Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, ambos sendo investigados pelos escândalos de corrupção na FIFA, serviu para complicar a situação do treinador. Foram os dois dirigentes quem trouxeram Dunga de volta à Seleção após o fracasso de Felipão na Copa do Mundo, e também foram os dois cartolas quem bancaram o ex-volante à frente do Escrete Canarinho após a Copa América. Uma eventual saída de Del Nero -Marin está detido nos Estados Unidos- também poderia custar o emprego do técnico.

Dunga, portanto, precisa provar que merece continuar à frente da Seleção. Ele tem consciência de que só os resultados garantirão a sua permanência no cargo.

Seu primeiro desafio é manter o Brasil vivo nas Eliminatórias da Copa 2018. Os adversários nunca estiveram tão fortes. Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai demonstraram que não chegaram à Copa anterior por acaso: todos contam com grandes craques e jogam um bom futebol. Além deles, o Brasil precisa ficar atento ao surpreendente Equador, que está em primeiro na tabela, e aos demais rivais, que compensam a falta de talento com raça.

O segundo desafio é a Copa América Centenário, a ser realizada entre junho e julho. A competição, como disse Juca Kfouri, é como os campeonatos estaduais: não valem nada se o Brasil ganhar, mas a Seleção entra em crise se não conseguir o troféu. Os adversários são os mesmos que estamos enfrentando nas Eliminatórias, acrescidos de rivais das outras Américas. Os sempre perigosos mexicanos e os esforçados norte-americanos também podem dar trabalho.

O último e mais importante desafio serão os Jogos Olímpicos, a serem realizados em agosto no Rio de Janeiro. O Brasil terá a "obrigação" de ganhar a inédita medalha ouro para curar de vez o trauma causado pelos 7x1 na Copa de 2014. Temos uma base talentosa -o time Sub-20 brasileiro foi vice-campeão do mundial do ano passado, perdendo apenas para a retranqueira Sérvia- mas a pressão pelo título será a maior possível. A mesma torcida que apoia a Seleção pode se voltar contra ela em uma eventual campanha ruim. Dunga não poderá contar com seus homens de confiança desta vez -poderá levar apenas três jogadores com mais de 23 anos- e ele terá pouco tempo para entrosar os meninos com os atletas com quem está habituado a trabalhar.

Um problema extra para Dunga será Neymar. O principal jogador da Seleção está fazendo uma grande campanha pelo Barcelona, mas isto pode ter um preço alto. Basta nos lembrarmos de Cristiano Ronaldo na última Copa do Mundo: o jogador se esforçou tanto para ganhar a Champions League em 2014 que acabou chegando desgastado para defender a sua seleção. Não obstante, Neymar está pressionado devido aos problemas com a justiça. O atacante precisa ter preparo físico e psicológico adequado para que não deixe nossa Seleção na mão.

Dunga, mais do que ninguém, conhece a pressão de se trabalhar na Seleção Brasileira. Ele terá de utilizar de toda a sua experiência adquirida com os sucessos e fracassos passados se quiser sobreviver até a Copa de 2018.

Está em suas mãos a sua própria permanência...



SEMANA DE CHAMPIONS

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Estas serão as partidas realizadas nesta semana, todas válidas pelas oitavas-de-final da Champions League 2015-16. Como se vê, apenas o embate entre PSV e Atlético de Madrid será exibido na TV aberta -os demais jogos são exclusivos do canal pago Esporte Interativo. Vale lembrar que os jogos serão exibidos mais cedo devido ao fim do horário de verão. Torça para o seu chefe ou o seu professor te liberar mais cedo.



MAIS FUTEBOL, POR FAVOR!

O São Paulo vem se tornando uma equipe de muito suor mas pouca técnica. O time corre, divide bolas e se esforça muito em campo. Falta, no entanto, compactação, jogo coletivo e melhorar nos fundamentos, principalmente passe e finalização. E os jogadores, visivelmente pressionados, tomam muitas decisões erradas em campo. A vitória magra de 1x0 sobre o Rio Claro melhorou o ambiente do time, mas poderia ter sido de 5x0 para espantar de vez a desconfiança com relação ao elenco.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A América para os Americanos do Sul, do Norte e do Centro

Imagem extraída de www.facebook.com/CONMEBOL



Foi realizado ontem o sorteio que definiu o chaveamento da Copa América Centenário.

A competição marca os cem anos do evento e será realizada nos Estados Unidos.

O campeonato, desta vez, não dará direito ao campeão de participar da Copa das Confederações 2017, cujo representante sul-americano será o Chile. Na prática, a competição é uma espécie de "edição comemorativa" do evento.

As equipes, ainda assim, não vão abrir mão de disputar a competição e lutarão com todas as forças pelo troféu. Um título sempre é bom para levantar a moral de um time e, além disso, o campeonato será um excelente teste para as seleções participantes.

Será que a sua seleção preferida tem chances de avançar ao mata-mata? Confira análises e meus palpites para os grupos. Lembrando que desta vez participam 16 equipes (normalmente são 12 seleções) e 8 delas terão o direito de seguir às quartas-de-final.



GRUPO A:

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Grupo bastante equilibrado se levarmos o retrospecto recente das equipes. Estados Unidos e Costa Rica ainda saboreiam as boas campanhas da Copa do Mundo de 2014 e fizeram boas campanhas em suas recentes competições continentais. A Colômbia, apesar de ter oscilado, conta com um bom time e com bons jogadores. O Paraguai, em teoria, é o time mais fraco, mas é uma equipe aguerrida e pode levar vantagem jogando com o regulamento.

Palpites: Estados Unidos (1º) e Colômbia (2º)



GRUPO B:

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Os comentaristas consideraram o grupo do Brasil como "fácil", mas não é bem assim. O Equador está em boa fase com 100% de aproveitamento das Eliminatórias da Copa 2018 e o retrospecto recente do Peru é muito bom na competição com dois bronzes consecutivos. O Brasil deve conquistar sua vaga, mas não pode subestimar seus dois concorrentes diretos pela classificação. O Haiti vem a passeio.

Palpites: Brasil (1º) e Peru (2º)



GRUPO C:

Imagem extraída de www.facebook.com/CONMEBOL

México e Uruguai devem se classificar fácil nesta chave. Os dois times têm mais recursos e contam com melhores jogadores em relação aos concorrentes. Jamaica e Venezuela não devem ir muito longe na competição. Uma surpreendente vaga nas quartas-de-final já seria motivo para comemorar.

Palpites: Uruguai (1º) e México (2º)



GRUPO D:

Imagem extraída de www.facebook.com/CONMEBOL

Argentina e Chile terão o seu tira-teima logo na estreia. Ambas as seleções são favoritas para avançarem neste grupo. A Bolívia, em má fase e sofrendo problemas devido à troca de treinador, corre por fora. O Panamá deve vir apenas a passeio.

Palpites: Argentina (1º) e Chile (2º)



Concorda ou discorda dos palpites? Deixe sua opinião nos comentários!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Vivendo do Passado

Imagem extraída do Facebook oficial de Diego Lugano- www.facebook.com/diegolugano.org



O São Paulo, após muitos pedidos do torcedor, repatriou o zagueiro Diego Lugano. O Santos tentou mas não conseguiu trazer o atacante Robinho de volta à Vila Belmiro e agora mira o meia Diego. E há dirigentes e torcedores do Corinthians sonhando com a vinda de Carlos Tévez.

Todos estes jogadores foram ídolos em grande clubes paulistas. Cada um deles fez muito sucesso na década passada, seja pela identificação com seus respectivos times, pelo talento, pela dedicação ou pelos títulos. Cada um a sua maneira cativou o torcedor.

O Brasil, obviamente, ficaria pequeno para os mencionados atletas e todos eles rumaram à Europa em busca de novas oportunidades. Todos queriam novos desafios, mais títulos, mais conquistas e mais prestígio. Ao torcedor, restou a saudade De seus ídolos e a esperança de que um dia voltariam a vestir a camisa de seus respectivos clubes.

Quando se trata de ídolos, o coração muitas vezes fala mais alto que a razão. Há sempre uma grande comoção quando o clube diz que trará (ou tentará trazer) de volta aquele jogador que fez muito sucesso no passado. A euforia é sempre muito grande nesses momentos.



Imagem extraída do Facebook oficial de Diego Ribas da
 Cunha- www.facebook.com/DiegoRibas.Kor



É preciso, porém, manter um certo ceticismo com os jogadores que retornam aos seus clubes do passado, mesmo que tenham sido grandes ídolos.

Todos os jogadores mencionados neste texto já estão com 30 anos ou mais. Alguns deles já não têm mais a mesma agilidade ou o vigor do passado. Muitos atletas em tal situação retornam ao Brasil justamente porque já não têm mais condições físicas ou técnicas para competir em campeonatos daquele nível. Essa foi uma das razões que lavaram Xavi a deixar o Barcelona para atuar no Qatar. Gerrard também trocou o Liverpool pelos Estados Unidos por motivos similares.

Não podemos esperar, portanto, que os ídolos consigam repetir as atuações de dez anos atrás. Talvez eles até consigam, mas não podemos exigir que executem aqueles dribles geniais de outrora ou que dividam bolas como na década passada. O tempo, infelizmente, passa para todos.

Será difícil principalmente para o torcedor reconhecer tais fatos. Como escrevi neste texto, nós estamos falando de ídolos, jogadores que cativaram seus fãs e tiveram grande identificação com seus respectivos clubes. O emocional sempre pesa muito no julgamento desse tipo de atleta. Lembre-se que estamos falando de atletas adorados por seu público.

O clube faz bem ao abrir as portas aos seus ex-jogadores. É uma forma de reconhecer os feitos passados do atleta e também permite que o esportista volte a sentir o carinho do torcedor que o adorou há alguns anos atrás.

Devemos, contudo, nos conscientizar: eles não são mais os mesmos jogadores do passado. O tempo costuma ser cruel com o corpo.



Imagem extraída do Facebook oficial de Carlos Tévez- www.facebook.com/TevezOficial



NINGUÉM SEGURA?

O trio ofensivo do Barcelona -Messi, Suárez e Neymar- continua fazendo a alegria de seu torcedor. O Barça visitou ontem o modesto Las Palmas e levou um grande sufoco do adversário. Mas a boa fase dos atacantes prevaleceu e o time catalão conquistou mais um triunfo na temporada.



PAREDÃO ZANGADO

O Santos criou as melhores chances de gol contra o Palmeiras no Allianz Parque, mas o arqueiro Fernando Prass foi seguro quando exigido e evitou uma derrota em casa do Verdão.



CADÊ O VÔLEI?

Gostaria de saber por que nenhuma outra emissora além do Esporte Interativo está cobrindo o Sul-Americano de vôlei. Para quem não sabe, dois times brasileiros -Sada/Cruzeiro e Funvic/Taubaté- farão a final masculina hoje às 19:30h (horário de Brasília) e apenas o canal pago vai transmitir a partida. Decepcionante sabe que o vôlei é uma das nossas maiores esperanças de medalha nas olimpíadas e, mesmo assim, ainda sofre com o descaso da mídia.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Foi o Torcedor Quem Perdeu a Graça, Não o Futebol

Imagem extraída de www.facebook.com/CBF



Clássicos regionais são sempre motivo de preocupação no futebol. Não apenas para os clubes, que correm o risco de entrar em crise caso haja um eventual revés, mas também para a população como um todo.

Quando dois times grandes de um mesmo Estado se enfrentam, são organizados fortes esquemas de segurança. O trânsito da cidade é alterado e centenas de policiais militares são mobilizados. Tudo para garantir a integridade das partes envolvidas: jogadores, comissão técnica, dirigentes, árbitros e torcedor.

Quem acompanha o futebol há mais de vinte anos afirma que o esporte dos dias de hoje "perdeu a graça" porque não há mais espaço para as tradicionais provocações entre as equipes. Hoje quase tudo é feito no "politicamente correto" e os rivais procuram manter o máximo de cordialidade possível.

Alguns supostos torcedores, infelizmente, levaram a rivalidade entre os clubes a outros níveis. Fanáticos que ferem, destroem e matam utilizando o "amor ao clube" como justificativa.



Imagem extraída do Facebook oficial do Santos- www.facebook.com/santosfc



As provocações são interpretadas por tais fanáticos como insultos às "divindades" que eles cultuam. Funcionam como um estopim para que manifestações violentas tenham início.

As frequentes ocorrências envolvendo esses supostos torcedores de times rivais obriga as autoridades a promoverem verdadeiras operações de guerra para evitar que novos confrontos ocorram.

Dois times não podem mais mandar seus jogos em uma mesma cidade em um mesmo dia para evitar que torcidas rivais se encontrem. O tráfego das metrópoles, que já é caótico, precisa ser totalmente desviado para impedir emboscadas. Policiais que deveriam estar nas ruas para coibir crimes precisam ser realocados por causa de um jogo de futebol.

O futebol, que deveria ser algo divertido, tornou-se motivo de tensão e de apreensão devido a criminosos travestidos de torcedor.

Pergunto, após tudo isso: quem perdeu a graça? O futebol ou o torcedor?



Imagem extraída do Facebook oficial do Santos- www.facebook.com/santosfc



ROMA E REAL MADRID

Acompanhei nesta semana o jogo entre Roma e Real Madrid, válido pelas oitavas-de-final da Champions League 2015-16. É fato que os espanhóis tinham mais time e foram muito superiores aos italianos, mas foi absurdo ver a Roma demonstrar tanto "respeito" ao Real, mesmo jogando em casa e apoiada pela sua torcida. A equipe Giallorossa só se limitou a defender, sofreu a pressão dos visitantes do primeiro ao último minuto e foi derrotada em casa com justiça. Quando se joga em casa é preciso fazer valer o mando e construir a maior vantagem possível. A equipe do treinador Luciano Spalletti agora só se classifica às quartas-de-final se fizer um "milagre" no Santiago Bernabéu.



NAPOLI

Um time que está me agradando, e muito, nesta temporada é o Napoli. A equipe Partenopei contratou o treinador Mauricio Sarri (ex-Empoli) para o lugar do retranqueiro Rafa Benítez (que foi para o Real Madrid) e viu o time crescer na tabela do Campeonato Italiano. Sarri adotou um futebol mais ofensivo e dinâmico o uso de três atacantes e um meio-de-campo criativo, protagonizado pelo eslovaco Marek Hamšík. O maior destaque, porém, é o atacante argentino Gonzalo Higuaín. O atleta, que estava em baixa após os recentes fracassos pela Seleção Argentina, mostra-se muito à vontade em campo e já é um dos artilheiros da temporada na Europa. Estou na expectativa para que os napolitanos consigam o troféu na Serie A, afinal uma equipe que está jogando um futebol tão vibrante e ofensivo merece encerrar a temporada com chave de ouro.